Breve Glossário de Termos de Teatro
A
ABERTURA DO PANO – Momento em que se abre ou levanta o pano de boca.
ACÇÃO – Conjunto do que se faz em cena, no decorrer do espectáculo.
ACTO – Cada uma das partes principais em que se divide uma peça de teatro.
ACTOR / ACTRIZ – Artista que cria, interpreta e representa uma acção dramática, baseando-se em textos, em estímulos visuais, sonoros ou outros.
ACÚSTICA – Conjunto de factores que dão uma boa (ou má) percepção dos efeitos sonoros e especialmente das falas dos actores.
ADERECISTA – Aquele que fabrica os adereços.
ADEREÇOS – Objectos que fazem parte da cenografia (adereços de cena), são transportados pelo actor (adereços do actor) ou são previamente postos em cena a fim de serem usados pelos personagens (adereços de representação).
ADVERTÊNCIA- texto marginal do autor dramático quando se dirige ao leitor para o advertir das suas intenções, para precisar as circunstâncias do seu trabalho, analisar a sua obra.
AFINAR – Acertar as cortinas, bambolinas e telões de forma a que a sua base fique paralela ao chão do palco.
AFINAR LUZES – Depois de dispostos os projectores, dar-lhes o ângulo e a abertura adequados à iluminação pretendida.
AFORISMO- Fórmula resumida que define um saber científico ou moral.
AGRADECIMENTOS – Marcação feita pelo encenador segundo a qual os actores, no final do espectáculo, vêm receber os aplausos do público.
AGON- termo da Comédia antiga (Aristófanes)para designar o diálogo central de um conflito entre inimigos. Hoje o termo é mais lato referindo-se ao ponto central de uma história ,ao coração de um drama.
ALÇAPÃO – Abertura no chão do palco, obtida pela remoção de uma quartelada, podendo ou não ser equipado com mecanismo elevador.
ALTA – Diz-se da parte do palco mais próxima do fundo de cena.
AMADOR – Actor não profissional, que trabalha sem remuneração.
AMERICANA – Comprido rectângulo de madeira ou de ferro, de comprimento maior que a boca de cena, e por onde bipartindo-se, correm as cortinas, ou desliza a rotunda.
ANTAGONISTA- Personagem em oposição ou em conflito. O caracter antagonista do universo teatral é um dos princípios essenciais da forma dramática.
ANTI-HERÓI- Personagem principal que não corresponde ás caraxterísticas ou aos valores do herói tradicional.
ANTITEATRO- Termo geral que designa uma dramaturgia e um estilo de jogo dramático que nega todos os princípios da ilusão teatral. O termo aparece nos anos cinquenta , nos começos do teatro do absurdo.
ANTONOMASIA- Figura de estilo que substitui o nome de um personagem por uma perífrase ou por um nome comum que o caracteriza.( O homem da coragem ao vento- D.Quixote)
APARTE- Palavra ou expressão que o actor diz á parte para si, mas de maneira a entender-se no público.
ARGUMENTO- Resumo da história da peça que leva à cena. Pode-se falar igualmente de um argumento de ballet.
ARLEQUINADA – Peça com ou sem palavras que tem o Arlequim por personagem central.
ARQUÉTIPO- Personagem que se assume como modelo mítico do imaginário de um povo Que está acima de um modelo real.
ASAS DO PALCO – Coxias.
ASSONÂNCIA- Repetição do mesmo som, especialmente da vogal acentuada no fim de cada verso (bela e tela.
ATACAR – Prender com um sarilho as ilhargas, de modo a ligá-las totalmente.
ATOCHAR – Pregar o pano de terra ao chão com tachas.
ATTENTE- Atitude de expectativa do público quando actua em antecipação à conclusão e há resolução final dos conflitos.
AUXILIAR DE CAMARIM – Aquela que tem por função ajudar os actores a vestirem a roupa de cena. Também chamada de assistente de camarim.
B
BAIXA – Diz-se da parte do palco mais próxima da boca de cena.
BAMBOLINA – Faixa de pano, geralmente flanela preta, que une na parte superior as pernas dos rompimentos. A bambolina régia é suspensa imediatamente atrás do quadro do proscénio, regulando a altura da boca de cena.
BANDA SONORA – Diz-se do alinhamento de sons apresentados num espectáculo.
BARROCO- Diz-se de um estilo caracterizado pela liberdade de formas e a profusão de ornamentos.
BASTIDORES – Coxias.
BENGALA – Acção ou fala que o actor constrói para se apoiar na interpretação.
BLACK-OUT – Expressão inglesa que designa o escuro total, no palco e na sala.
BOCA DE CENA – A abertura de cena regulada pela bambolina régia na altura e pelos reguladores na largura.
BRANCA – “Ter uma branca”. Lapso de memória de um actor.
BUCHA – Palavra ou frase improvisada, geralmente espirituosa, que o actor insere nas suas falas.
BURLESCO- forma cómica exagerada e de paródia, empregando expressões triviais para travestir personagens e situações heróicas; a epopeia burlesca aparece em França no século XVIII. No seculo XX, o burlesco encontra a sua prefeita expressão em certos filmes cómicos (ex:Charlie Chaplin, Buster Keaton) e nos espectáculos de “music-hall”.
C
CABO DE VARANDA – Aquele que coordena os movimentos de varanda. Actualmente essa coordenação é feita a partir da régie.
CACHET – Palavra francesa que significa literalmente “salário de artista”.
CAIMENTO – Ângulo de inclinação do chão do palco ou da plateia.
CAIXA DO PALCO – Parte do teatro, para trás da boca de cena, compreendendo a teia, o urdimento, as varandas, o palco e o sub-palco.
CAIXA DO PONTO – Espécie de caixa ou cúpula, no centro do chão do proscénio onde o ponto exerce a sua função. Também tem o nome de cúpula do ponto. Nos palcos onde a caixa do ponto não existe, o ponto trabalha entre bastidores.
CAMARIM – Sala que serve de vestiário e onde se preparam e maquilham os actores para irem para cena. Poderá ser improvisado um camarim em bastidores para mudanças rápidas que é chamado camarim de palco.
CANEVAS- Resumo ou “cenário” de uma peça para as improvisações de actores, em particular os da Comedia dell’arte.
CARÁCTER- Traço próprio a uma pessoa que a permite distinguir dos outros. Conjunto de traços físicos, psicológicos e morais de um personagem. Pessoa ou personagem considerada na sua individualidade, originalidade, nas suas qualidades morais. Os caracteres constituem, segundo Ariosto, um dos seis elementos da tragédia, com o canto, elocução(estilo do discurso), a fábula, o pensamento e o espectáculo.
CARDA – Tacha.
CARNAVALISAÇÃO- Transformação espectacular de um evento por um reverso total de situações habituais, do sério para o cómico.
CASTIGO – Erguer um pano ou um telão não só pela vara por onde está suspenso, mas também pela do fundo, com seis cordas, obrigando-o a dobrar ao meio.
CATASTROFE- Da tragédia grega, última das quatro partes da obra, onde o herói recebe a sua punição, geralmente funesta.
CATHARSIS. Efeito de purgação das paixões produzido sobre os espectadores numa representação dramática não distanciada.
CANTO- Do teatro grego, termo para designar o texto poético de coro. No teatro de Brecht aplicava-se também o canto embora com intenção parcialmente diferente.
CENA – São múltiplos os significados desta palavra. Uma é o palco. Estar em cena é estar a representar ou a ensaiar dentro da área de representação. Cena pintada ou construída, é o cenário. Dar e tomar cena é deixar lugar ou ocupar o espaço livre do palco durante a representação. Uma cena é o momento de acção em que “estão em cena” os mesmos actores.
CENÁRIO – Conjunto de elementos que decoram e delimitam o espaço cénico.
CENOGRAFIA – Arte da organização do espaço teatral. Conjunto de elementos (tela pintadas, praticáveis, mobiliário...) que determinam este espaço.
CENÓGRAFO – Aquele que cria, projecta e supervisiona a realização e montagem de todos os espaços necessários à cena, incluindo a programação cronológica dos cenários; determina os materiais necessários; dirige a preparação, a montagem e a desmontagem das diversas unidades do cenário.
CENTRO – Diz-se da parte do palco equidistante das laterais.
CHASSIS – Armação onde se encaixam os filtros de cor dos projectores.
CICLORAMA – Fundo fixo em forma de “U” aberto e que é colocado ao fundo do palco, geralmente de cor neutra (branco, azul-celeste ou cinzento claro).
COMÉDIA- Acção cénica que provoca o riso pela situação das personagens ou pela utilização de trejeitos e dos caracteres, cujo desfecho é feliz.
COMÉDIA MUSICAL- Comédia ou intriga, pouco restrita, que serve de pretexto a uma série de canções e de danças. Um bom exemplo é a comédia musical “Hair” composta em 1967.
COMÉDIA DELL’ARTE- Género de comédia na qual, o “scenário” ou “canevas” servia apenas de regra para a improvisação dos actores. Este género existiu entre os séculos XVI a XVIII ,iniciou-se em Veneza ,em Itália e estendeu-se por toda a Europa.
COMPARSA – Diz-se do actor que desempenha papéis de pouca importância, geralmente sem falas. Actualmente usa-se mais o termo figurante.
COMPRIDA – A corda que suspende da teia cada vara, pela sua ponta mais distante da varanda. A corda que suspende da teia cada vara, pela sua parte mais próxima da varanda chama-se curta.
CONOTAÇÃO- Conjunto de valores subjectivos variáveis de uma palavra.
CONSOLA- Aparelho de controle das luzes e do som
CONTEXTO- Conjunto de circunstâncias que rodeiam a emissão do texto linguístico e/ ou da sua representação, circunstâncias que facilitam ou permitem a sua compreensão.
CONTRAPONTO- Série de linhas temáticas ou de intrigas paralelas que se correspondem num princípio de contraste.
CONTRA-REGRA – Aquele que executa as tarefas de colocação dos objectos de cena e decoração; zela pela sua manutenção, solicitando às equipas técnicas as reparações necessárias; dá os sinais para início e continuação do espectáculo; é encarregado de dar sinais às diversas equipas técnicas para a prevenção e execução de efeitos (luz, som, mecânica de cena, manobras de varanda, entre outros). Também é conhecido pelo termo francês régisseur.
CONVENÇÃO TEATRAL- Conjunto de pressupostos ideológicos e estéticos, explícitos ou não, que permitem ao publico receber correctamente a peça; por exemplo: a Quarta parede do palco, os apartes dos actores , o uso de um coro, o uso de objectos com outras funções; o próprio palco como espaço de ficção.
COREOGRAFIA- termo, vindo do teatro grego que designava a arte de dirigir os coros, utilizada depois no começo do século XVIII , para designar a arte de compor as danças e de regular as figuras e os passos. Hoje em dia utiliza-se este termo para designar a encenação do teatro gestual e mesmo do ballet.
CORIFEU- Chefe do coro, no teatro grego.
CORO- Grupo- ou grupos alternados- encarregados de intervir colectivamente, por meio do canto, da dança e o recitativo, dentro do “quadro” de um ritual ou de um espectáculo. No teatro grego, a intervenção dos coreutas, dirigido por um corifeu, dá-se o nome de “Choreia”.
CORTINA DE FERRO – Cortina de metal que separa o palco da plateia em caso de incêndio. Também se chama pano de ferro.
COSER – Ensarilhar.
COXIAS – Partes do palco, aos lados e fundo de cena, ocultas à visão do público.
CRUZAR – Mudança de posição que obriga a passar inferior ou superior a outra figura.
D
DEIXA – Palavra ou grupo de palavras que marca o fim da fala de um actor, ocasião em que outro actor pode começar a falar, ou que serve como sinal ao pessoal técnico para a prevenção e ou execução de um efeito.
DESENHO DE LUZ – Planta que mostra a disposição de todos os projectores, a sua orientação e a zona que iluminam em cena.
DIAFRAGMA – Dispositivo que permite reduzir ou ampliar o foco de um projector.
DIÁLOGO – Conversa entre dois personagens. Encaixe de palavras trocadas pelas personagens de uma peça de teatro.
DIALOGISMO – caracter dialogado de um texto não teatral (ex: processo verbal de um interrogatório, troca de palavras numa récita, etc)Num sentido largo, o termo designa a estrutura de toda a ficção fundada sobre um conflito entre duas polaridades.
DIDASCAL – Nome dado na Grécia àquele que ensinava uma arte, nomeadamente a arte dramática.
DIDASCÁLIA – Anotação do autor que dá indicações para a execução cénica, para melhor compreensão do texto.
DIEGESE – Imitação de um evento em palavras, que contam uma história sem representação dos personagens.
DIGRESSÃO – Tournée.
DIREITA – Diz-se da parte do palco que fica para o lado direito do espectador, portanto, para o lado esquerdo do actor.
DIRECTOR DE CENA – Aquele que se encarrega da disciplina e andamento do espectáculo durante a representação; estabelece e faz cumprir os horários; elabora as tabelas de serviço de acordo com as indicações dos sectores artístico e técnico.
DISTANCIAÇÃO – Efeito teatral pelo qual o actor ou o encenador tentam evitar a identificação a um personagem ou a uma situação em particular. Efeito obtido por diversos processos de recuo, como “dirigir-se ao público”, a fabula épica, utilização de gestos sociais, as canções, técnicas de luz, etc.
DISTRIBUIÇÃO – Repartição dos papéis.
DITHYRAMBO – Cântico lírico à glória de Dionisios donde nasceu a tragédia.
DOCUDRAMA – (teatro documental) peça que utiliza por texto documentos autênticos sobre determinado evento.
DRAMA – Peça de teatro de assunto sério (meio termo entre a comédia e a tragédia).
DRAMATICIDADE – Caracter do que é dramático; qualidade de um texto, de um espaço ou de um acontecimento que são susceptíveis de se porem em cena.
DRAMATIS PERSONAE – Personagens ou protagonistas cujos nomes figuram no genérico de uma peça.
DRAMATURGIA – Conjunto de processos de análise ao texto teatral e à sua passagem à cena e ao público.
DRAMATURGISTA – Especialista de dramaturgia. Muitas vezes assistente do encenador, está encarregado de diversas questões relativas ao texto (reportório, adaptação de peças, redacção, documentação...). Dizemos geralmente que é um conselheiro dramaturgico.
DRAMATURGO – Autor de um texto dramático.
E
EFEITO DE DESTAQUE- Pôr em primeiro plano um fenómeno fazendo realçar a estrutura artística da mensagem.
ELENCO – Conjunto dos actores de uma companhia ou de uma peça de teatro.
ENGRADAR – Fazer uma armação com sarrafos de madeira em que fica esticado um pano, uma tela ou um papel pintado, vindo a constituir um elemento de cenário rígido e passível de ser transportado e manobrado, chamado engradado.
ENCENAÇÃO – A concepção geral do espectáculo.
ENCENADOR – O que concebe, orienta e dirige toda a encenação.
ENGOLIR – Quando se sobem para a teia as cortinas ou o cenário. Diz-se que são engolidas no urdimento.
ENSAIAR – Levantar, repetir ou apurar uma cena com os actores; acertar os efeitos técnicos com a representação dos actores.
ENSAIO GERAL – Ensaio, geralmente o último antes da estreia, que deverá decorrer como se fosse espectáculo.
ENSARILHAR – Prender com um sarilho duas ilhargas. Também se diz coser.
ÉPICO – Diz-se de uma fábula tirada da vida dos homens, é engrandecida e tratada de tal maneira, nomeadamente por ajustes ideológicos, que é impossível para o espectador de se identificar com o herói ou com a situação.
EPÍLOGO – Discurso recitativo no fim de uma peça.
EPISÓDIOS - Capítulos da tragédia grega entre o prólogo e o êxodo e entre as intervenções cantadas e dançadas do coro.
ESCORA – Pedaço de madeira ou de ferro que se prega ao chão e na armação da ilharga, a fim de mantê-la na posição pré-determinada.
ESCRITA DRAMÁTICA- Estrutura literária que se funda sobre alguns princípios dramaturgicos: separação de papéis, diálogos, tensão dramática, acção dos personagens.
ESCRITA CÉNICA – Maneira de utilizar o aparelho teatral para pôr em cena os personagens, o lugar e a acção que se desenrolam.
ESCURO – Black-out.
ESPAÇO DRAMÁTICO – Construção imaginária, pelo leitor e espectador, da estrutura espacial de um drama.
ESPAÇO CÉNICO – Espaço proposto sobre a “cena” pelo cenógrafo e seus colaboradores.
ESPECTÁCULO – aquilo que se oferece ao olhar (performance ou representação). Um dos seis elementos da tragédia de Aristóteles.
ESQUERDA – Diz-se da parte do palco que fica para o lado esquerdo do espectador, portanto, para o lado direito do actor.
ESTÉTICA – Filosofia do belo. O seu objecto é o bom e a verdade. Estudo que se dedica a definir os critérios de julgamento em matéria de poesia e arte.
ESTREIA – Primeira apresentação de um espectáculo ao público.
ESTROBOSCÓPIO – Equipamento de luz que produz uma sucessão muito rápida de focos de luz muito brilhantes.
ÊXODO – Canto coral de saída.
EXPOSIÇÃO – Informações fornecidas nas primeiras cenas para permitir quea situação evolua e a acção desenvolva.
F
FÁBULA – Conjunto de factos que constituem o elemento narrativo de uma obra. Um dos seis elementos da tragédia ,segundo Aristóteles, com os caracteres, o canto, a elocução, o pensamento e o espectáculo.
FALA – Enunciado com que uma personagem se dirige ou responde a outra. Também chamado réplica.
FARSA – Peça de teatro que visa sobretudo provocar a gargalhada do público, por meio de disparates e duplos sentidos, com personagens tipicamente caricaturais.
FATALIDADE – Força sobrenatural pela qual tudo o que acontece (sobretudo desagradável) é predestinado e determina todos os acontecimentos de uma maneira inevitável. A fatalidade é o motor da tragédia grega.
FICÇÃO – Forma do discurso que faz referencia a um universo conhecido. Mas através de pessoas e eventos imaginários.
FIGURA – O corpo do actor.
FIGURAÇÃO – O conjunto dos figurantes de um espectáculo; o trabalho realizado por eles em cena.
FIGURANTE – Actor ou actriz cuja participação num espectáculo consiste exclusivamente em fazer número, preenchendo cenas de conjunto.
FIGURINISTA – Aquele que cria e projecta os trajes (figurinos) e complementos usados em cena pelos actores e figurantes, indicando os materiais a serem usados na sua confecção, acompanha e supervisiona a sua execução.
FOCALIZAÇÃO – Acção de pôr em evidência, de fazer convergir num determinado ponto.
FORA DO TEXTO – Termo para designar o contexto e intertexto.
FOSSO DE ORQUESTRA – O espaço rebaixado entre a plateia e o palco, onde se instala a orquestra.
FUNDINHO – Engradado que tapa a abertura de uma porta ou janela.
FRESNELLE – Projector cujo poder de iluminar é aumentado por uma lente graduada.
G
GRADE – Armação da ilharga. Também chamada caixilho.
GUIÃO – Registo escrito do espectáculo contendo o texto principal e as indicações técnicas a serem executadas por todos os sectores técnicos.
GROTESCO – Cómico caricatural, de tipo bizarro, burlesco ou fantástico, por vezes absurdo ou irreal.
H
HAPPENING – Espectáculo que exige a participação ou prevê uma reacção do público, e que procura provocar uma criação artística espontânea, eventualmente colectiva.
HERÓI – Tipo de personagem dotado de poderes fora de comum e que pode “levantar-se” a favor ou contra a Cidade (Grécia). Personagem principal de uma obra.
I
ÍCON – Sinal visual que sugere um determinado objecto em virtude do carácter e qualidades que ele possui.
IDENTIFICAÇÃO – Trabalho do actor e do espectador para adoptar as atitudes e os sentimentos de um personagem num dado contexto teatral.
IGNIFUGAR – Pintar o cenário e os objectos de cena com uma solução à prova de fogo. Também se dá um banho com esta solução nas cortinas de cena.
ILHARGA – Elemento cenográfico constituído por um pano, tela ou papel pintado que se prega sobre uma armação de sarrafos (engradado).
ILUSÃO – Fenómeno que faz que tomemos a ficção por real e verdadeira.
IMPLANTAÇÃO DE CENA – Marcação no chão do palco, geralmente com fita ou giz, da disposição dos elementos e limites do cenário, segundo as medidas reais, de modo a que, mesmo antes da construção, os actores possam ensaiar prevendo a existência desses elementos.
IMPOSTAÇÃO DE VOZ – Técnica segundo a qual se aperfeiçoa a emissão da voz, eliminando as vacilações, projectando-a adequadamente e colocando-a na sua tessitura natural. Também chamada colocação de voz.
INFERIOR – Em posição descida em relação a algo ou a alguém, isto é, numa posição que seja próxima da boca de cena ou num movimento que cruze pela frente de qualquer coisa.
INGÉNUA – Actriz que representa, nas comédias, papéis de jovem inocente.
INSPIRAÇÃO – Teoria platónica segundo a qual, no momento da criação, o pensamento de um poeta, é trocado por um estado perto da demência que faz o actor parecer um Deus.
INTERTEXTO – Conjunto de fragmentos citados num dado corpus;
Relação de ordem textual resultante de estar em presença de dois ou mais discursos de arte ou de escrita.
INTERTEXTUALIDADE – Fenómeno segundo o qual um texto parece situar-se na junção de diversos discursos.
INTERPRETAÇÃO – Acto ou efeito de interpretar.
INTERPRETAR –Trabalho do actor. Dar vida aos personagens criados pelo autor, segundo a sua perspectiva pessoal em consonância com a do encenador.
INTRIGA – Conjunto de acontecimentos que constituem o “motor” da peça. Série de entracelamento de conflitos ou de obstáculos postos numa obra com vista a serem ultrapassados.
IODINE – Tipo de projector de luz geral, sem lente.
J
JOGO – Em teatro, o termo designa tanto uma forma de representação medieval como unidade disciplinar no ensino das artes de cena( jogo dramático) , e ainda as modalidades de interpretação de um actor (jogo realista, jogo distanciado, etc.).
K
KABUKI – Forma tradicional do teatro japonês, exclusivamente masculino, caracterizado pela violência das intrigas e a sumptuosidade do guarda-roupa e maquilhagens. A gestualidade ,que exprime muitas vezes os sentimentos humanos pela dança, sobrepõem-se geralmente sobre o texto inaudível de histórias bem conhecidas.
L
LAZZI – Elemento mímico ou improvisação do actor que serve para caracterizar comicamente um personagem.
LEITURA – No teatro: Decifração e interpretação dos diferentes sistemas cénicos que se oferecem à percepção do leitor(texto dramático) ou espectador (texto cénico). A leitura pode ser horizontal ou vertical. Ler um texto, é estabelecer os laços entre as variáveis produtoras de sentido e importar os elementos imperativos susceptíveis de tecer um texto dentro de um texto.
MALAGUETA – Pequena barra de madeira, que se prende ao travessão da varanda e à qual se amarram as cordas de manobras.
MANOBRA – Conjunto de cordas que movimentam um cenário ou telão, compreendendo a comprida que fica à direita, a do meio que fica no centro e a curta que fica à esquerda. Também se chama manobra a uma mutação.
MAQUETE – Palavra de origem francesa que designa um modelo do cenário em miniatura.
MAQUINISTA – Aquele que monta o cenário, faz as mutações e manobras de varanda.
MARCAÇÃO – Indicação dada pelo encenador aos actores que inclui os seus movimentos em cena.
MÁSCARAS DE TEATRO – Emblema universal do teatro constituído por uma máscara alegre e outra triste.
MATINÉE – Palavra francesa que designa o espectáculo apresentado ao público durante o dia.
MELODRAMA – Peça de teatro em que as partes dialogadas são intercaladas com partes musicais, cheia de situações sentimentais, mas vazia de conteúdo.
MESTRA DE GUARDA-ROUPA – Aquela que é responsável pela execução / confecção dos figurinos, seguindo as instruções do figurinista.
MIMICA – Num primeiro sentido, imitação directa de uma acção, contando uma história por gestos. Hoje em dia a Mímica distingue-se da pantomima essencialmente por se libertar, como a dança, de grandes figurações e de referencias para se especializar na criação de formas novas, por vezes abstractas.
MIMODRAMA – Acção dramática representada em pantomima ou linguagem corporal.
MISTÉRIO – Acção cénica de ordem religiosa- egípcia, grega, medieval – e principalmente dedicada à vida dos deuses na terra.
MONODRAMA – Drama cujos personagens são apresentados do ponto de vista de um só.
MONÓLOGO – Cena falada apenas por um personagem; discurso aparentemente dirigido a ele mesmo, ou a um auditório do qual não se espera resposta. Na análise do discurso teatral, é considerado como uma variedade do diálogo.
MONTAGEM – Diz-se de uma colagem de textos e por vezes da encenação; ou realização material da encenação.
MOTIVO – Imagem visual ou sonora, modulada ou repetida, que faz parte de um tema. Unidade indissociável da intriga, que constitui uma unidade autónoma da acção.
MUSICA DE CENA - Contribuição musical de um texto cénico, que anuncia ou sublinha uma emoção, ou para acompanhar uma acção ou um texto, ou mesmo substituir completamente um texto dramático.
MUTAÇÃO – Transformação parcial ou total do cenário, no desenrolar de uma cena, ou no final de um quadro ou de um acto. Pode ser realizada no escuro ou à vista do espectador.
N
NATURALISMO – Representação realista de Natureza ou do natural.
NÔ – Drama lírico japonês(mimado, cantado e dançado, com coros e instrumentos), executado no teatro, com guarda-roupa e máscaras, sem cenário. Compreende secções de prosa (kotoba) e de poesia (utai). Inspira-se geralmente em lendas e contos antigos do Japão, onde os seus actores são o shité e o waki, o segundo é uma espécie de duplo do primeiro.
O
OBJECTIVO E SUPEROBJECTIVO – Motivações que, segundo C. Stanislavski, estruturam a estratégia global de um personagem.
ÓPERA – Drama lírico, inteiramente cantado, realizado num Teatro com cenários e guarda-roupa.
ÓPERETA – Comédia lírica, constituída de cantos e diálogos ou pantomimas alternadas com cenários e guarda-roupa.
P
PANELÃO – Tipo de reflector aberto, que espalha luz em todas as direcções. Geralmente é colocado no chão e oculto por algum elemento do cenário.
PANO DE BOCA – Cortina que fecha a cena e a encobre da vista do público.
PANO DE CHÃO – Pano grosso que se estende sobre o chão do palco, a fim de o tornar homogéneo e de acordo com o cenário, também chamado pano de terra quando imita a mesma.
PAPEL – Cada uma das partes do texto e da acção de uma peça de teatro atribuída a um actor. Como antigamente a reprodução gráfica dos textos era cara e difícil, copiavam-se em papéis separados as partes a serem distribuídas a cada actor, daí o seu nome.
PARADA – Forma de intervenção teatral que se faz à porta das salas de espectáculo, para angariar publico.
PARATEATRO – diz-se das formas paralelas do teatro.
PARTE – Papel.
PEÇA DE TEATRO – Texto escrito para ser encenado, representado.
PARÓDIA – Peça ou fragmento dela do género burlesco que se transveste uma obra maior.
PATÉTICO – Modo de recepção de um espectáculo que provoca a compaixão.
PATHOS – Emoção ou paixão, amplificada ou simulada, susceptível, por técnicas específicas do teatro, de suscitar ou manipular no publico sentimentos naturais de piedade ou de terror, com vista a provocar a catharsis.
PERFORMANCE – Expressão artística de unidade variável que consiste em produzir determinados eventos por meio de gestos e acções sem contar qualquer história .
PERNA – Fraldão de pouca largura que é suspenso na mesma vara de uma bambolina e que delimita a parte lateral do palco.
PERTENCES – Adereços do actor.
PLANO – Cada um dos segmentos em que se imagina dividida a área do palco, para melhor determinar as posições e movimentos dos actores. Os planos são denominados: Esquerda alta, centro alto, direita alta, esquerda média, centro, direita média, esquerda baixa, centro baixo, direita baixa.
PONTA – Papel pouco extenso num espectáculo. Tem também o nome de rábula.
PONTE – Na caixa do palco, passagem que liga uma varanda a outra, e que serve para diversos fins, entre eles a instalação de projectores.
PONTO – Aquele que auxilia os actores a decorar os textos durante os ensaios e lhes sopra alguma fala num lapso de memória que possam ter durante as representações.
Cabe-lhe também escrever na peça do ponto todas as indicações e marcações dadas pelo encenador, bem como assinalar as deixas para execução de efeitos ou manobras.
PORTA DA CAIXA – Entrada dos artistas. Dá-se este nome por ser a entrada que dá acesso à caixa do palco.
PRATICÁVEL – Qualifica todo o espaço em que o actor pode representar; todo o estrado ou plataforma do espaço cénico que permite sustentar a passagem ou paragem de um ou vários actores.
PRAXIS – Acção dos personagens, acção que se manifesta na cadeia de acontecimentos ou fábula.
PROJECTOR – Aparelho eléctrico munido de um reflector, de uma lâmpada e de um jogo de lentes, destinado a projectar sobre a cena um foco de luz.
PROJECTOR DE SEGUIR – Projector de grande potência, manobrado manualmente para acompanhar a movimentação dos actores.
PRÓLOGO – Parte da peça que nos gregos precede a entrada do coro.
PROSCENIUM – Parte anterior do palco.
PROTAGONISTA – Actor que interpreta o papel de maior relevo numa peça.
PSICODRAMA – Técnica de investigação psicológica que procura analisar os conflitos interiores em fazendo jogar um quadro improvisado a partir de quaisquer dados.
Q
QUADRO – Divisão de um texto dramático ou cénico, fundado sobre uma mudança do espaço ou do espaço-tempo. Constitui uma alternativa à cena ou ao acto. Bertolt Brecht revalorizou es tipo de divisão.
QUARTELADA – Divisão do chão do palco que é construída com tábuas móveis.
QUARTO MURO – No teatro naturalista: muro imaginário que separa a cena da sala.
QUIPROQUO – Situação de engano que faz prender um personagem – ou uma coisa – a outra.
R
RÁBULA – Ponta.
REALISMO – Concepção da arte e da literatura, segundo a qual não se deve procurar idealizar o real ou mesmo depurá-lo.
RÉCITA – Fábula. Discurso de um personagem narrando um acontecimento que se produz fora de cena.
RECITATIVO – Na Ópera ou na cantata, parte declamada – não cantada - cujo ritmo e métrica difere do canto ou da música que a precedem ou a seguem.
REFLECTOR – Espelho côncavo colocado nos projectores por trás da lâmpada e que aumenta a intensidade do foco de luz.
RÉGIE – Termo francês que designa o local de onde é feita a coordenação de todo o espectáculo, pelo régisseur.
RÉGIES DE LUZ E SOM – Locais de onde são operados os efeitos de luz e som.
REGULADOR – Elemento que delimita lateralmente a área do palco e é geralmente constituído por engradados de madeira, forrados com flanela preta.
REPERTÓRIO – Conjunto de peças que fazem parte da programação de uma companhia teatral.
RÉPLICA – Fala.
REPÔR – Apresentar novamente um espectáculo que já esteve em cena.
REPREGO – Pequena ilharga independente.
REPRESENTAÇÃO – Cada uma das vezes que um espectáculo é apresentado ao público.
REPRESENTAR – Interpretar.
REVISTA – Espectáculo teatral em que os actores se dividem em quadros mais ou menos independentes, ainda que ligados por um tema comum, geralmente com forte crítica social.
RETÓRICA –Termo empregado para designar a arte de persuadir, a lista de figuras de estilo e de juízos de escola num discurso artístico e literário.
RIBALTA – Fileira de luzes ligadas em série ao nível do chão do palco, invisível para o público e colocada na boca de cena.
ROMPER – Quando uma parte da caixa do palco se encontra visível da plateia e não é suposto estar.
ROMPIMENTO – Elemento delimitador da cena, composto de dois reguladores, ou duas pernas que se ligam no alto por uma bambolina, formando um arco. Os rompimentos são numerados de baixo para cima, isto é, dos mais próximos para os mais distantes da boca de cena.
ROTEIRO DE LUZ – Lista contendo, por ordem, as deixas que determinam a execução do efeito de luz.
ROTUNDA – Pano de fundo, geralmente em veludo ou flanela preta, que circunscreve toda a cena.
S
SARILHO – Corda presa por uma ponta ao alto de uma ilharga e que, passando em “S” por uma série de pregos meio espetados nela e noutra, serve para as ligar, atando-se em baixo.
SÁTIRA – Género teatral de origem grega; Discurso que ataca alguém ou qualquer coisa, gozando isso.
SIGNO – A mais pequena unidade de sentido, proveniente da combinação de um significado e significante.
SIMBOLISMO – Movimento artístico e literário que, em reacção ao Naturalismo, se esforça de fundar a arte sobre uma visão espiritual do mundo, traduzida por meios de expressão metafóricos ou poéticos.
SITUAÇÃO DRAMÁTICA – Conjunto de dados textuais e cénicos cujo conhecimento é indispensável para a compreensão do texto e da acção.
SOCIODRAMA – Técnica inspirada da criação colectiva teatral e empregada na terapia de grupo.
SOLILÓQUIO – Discurso de um pessoa que fala para si mesma; monólogo interior. Discurso de uma pessoa que, em companhia, está apenas a falar para si mesma.
SONG – Intervenção coral, no teatro brechtiano.SONOPLASTA – Aquele que compõe a sonoplastia.
SONOPLASTIA – Reconstituição artificial dos sons que acompanham um espectáculo.
SUBLIME – Categoria estética que designa um sentimento que faz “sair” aquele que experimenta os limites habituais da sua percepção do belo, para o conduzir em direcção à grandiosidade ou ao horror.
SUBTEXTO – Aquilo que não se diz explicitamente no texto dramático, mas que ressalta da interpretação do actor.
SUB-PALCO – Piso por baixo do palco.
SUPERIOR – Em posição subida relativamente a algo ou alguém. Ou seja, numa posição próxima do fundo ou num movimento que cruza por trás de qualquer coisa.
SUSPENSE – Momento ou passagem que faz nascer um grande sentimento de angústia ou de dúvida; caracter daquilo que é susceptível de provocar este sentimento.
T
TÁBUAS – Nome que se dá ao chão do palco.
TACHA – Prego curto e de cabeça grossa achatada, apropriado para prender as telas dos cenários aos sarrafos. Também se chama carda.
TEATRALIDADE – Caracter do que é teatral; pela qual um escrito, um espaço ou um evento se definissem como configuração de elementos estilísticos e de valores diferenciados (guarda-roupa, personagens, adereços, etc...), regras, implicitamente ou explicitamente, por leis do sistema teatral. Pode-se falar da teatralidade de um evento judiciário, de um lugar sagrado, de uma máscara primitiva...
TEIA – Gradeamento de madeira ou metal, dividido em carreiras transversais, que sustentam o urdimento.
TELÃO – Em sentido geral, qualquer pedaço de tela, geralmente pintada, que constitui total ou parcialmente o fundo de um cenário.
TESSITURA – Intervalo entre o som mais grave e o mais agudo capaz de ser produzido pela voz.
TEXTO DRAMÁTICO – Escrito onde a teatralidade é explicitamente inscrita.
TEXTO CÉNICO – Produto da encenação, que foi produzido ou não por um texto dramático.
TRAGÉDIA – Acção cénica cujas peripécias são dirigidas por uma fatalidade e cujo desfecho é sempre funesto.
TOURNÉE – Palavra francesa que designa a digressão de uma companhia teatral, levando um ou mais espectáculos a um ou mais locais diferentes.
TRAGÉDIA – Peça de teatro que se caracteriza por um final trágico, a capitulação ou a morte.
TRUQUE – Efeito surpresa que se produz em cena por meio de equipamentos especiais, mecanismos, mutações, etc.
U
UNIDADE DE ACÇÃO – caracter de uma peça do qual a matéria narrativa se organiza á volta de uma fábula principal á qual as intrigas anexas são logicamente ligadas.
UNIDADE DE LUGAR – Carácter de uma peça segundo a qual se organiza à volta de um e mesmo espaço.
UNIDADE DE TEMPO - Carácter de uma peça cuja acção se organiza no mesmo tempo de acção.
URDIMENTO – O conjunto de cordas, panos, telões, etc. que, suspenso da teia, não está à vista do público. Zona do palco entre a boca de cena e a teia.
V
VARA – Barra de metal ou madeira, suspensa da teia por cordas móveis ou cabos de aço, de modo a permitir regular a altura para a montagem de luz, ou movimentos de cortinas ou telões.
VARANDA – Plataforma situada a meio da altura do urdimento de onde se fazem as manobras.
VARIEDADES – Espectáculo que apresenta diversas atracções (canções, danças ,etc...).
VEROSIMILHANÇA - Carácter pela qual as acções, os personagens e os ligares representados são percepcionados pelo publico com uma imitação da realidade e não como uma realidade verdadeira ou sobrenatural.
Z
ZELADORA DE GUARDA-ROUPA – Aquela que é responsável pela conservação dos figurinos, quer na sua limpeza regular, quer nos respectivos cuidados de armazenamento findo o período de utilização dos mesmos; também organiza a embalagem dos figurinos em caso de tournée.
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Fonte: Teatro Nacional D. Maria II e o Glossário Breve de Teatro, a partir de André G. Bourassa
ABERTURA DO PANO – Momento em que se abre ou levanta o pano de boca.
ACÇÃO – Conjunto do que se faz em cena, no decorrer do espectáculo.
ACTO – Cada uma das partes principais em que se divide uma peça de teatro.
ACTOR / ACTRIZ – Artista que cria, interpreta e representa uma acção dramática, baseando-se em textos, em estímulos visuais, sonoros ou outros.
ACÚSTICA – Conjunto de factores que dão uma boa (ou má) percepção dos efeitos sonoros e especialmente das falas dos actores.
ADERECISTA – Aquele que fabrica os adereços.
ADEREÇOS – Objectos que fazem parte da cenografia (adereços de cena), são transportados pelo actor (adereços do actor) ou são previamente postos em cena a fim de serem usados pelos personagens (adereços de representação).
ADVERTÊNCIA- texto marginal do autor dramático quando se dirige ao leitor para o advertir das suas intenções, para precisar as circunstâncias do seu trabalho, analisar a sua obra.
AFINAR – Acertar as cortinas, bambolinas e telões de forma a que a sua base fique paralela ao chão do palco.
AFINAR LUZES – Depois de dispostos os projectores, dar-lhes o ângulo e a abertura adequados à iluminação pretendida.
AFORISMO- Fórmula resumida que define um saber científico ou moral.
AGRADECIMENTOS – Marcação feita pelo encenador segundo a qual os actores, no final do espectáculo, vêm receber os aplausos do público.
AGON- termo da Comédia antiga (Aristófanes)para designar o diálogo central de um conflito entre inimigos. Hoje o termo é mais lato referindo-se ao ponto central de uma história ,ao coração de um drama.
ALÇAPÃO – Abertura no chão do palco, obtida pela remoção de uma quartelada, podendo ou não ser equipado com mecanismo elevador.
ALTA – Diz-se da parte do palco mais próxima do fundo de cena.
AMADOR – Actor não profissional, que trabalha sem remuneração.
AMERICANA – Comprido rectângulo de madeira ou de ferro, de comprimento maior que a boca de cena, e por onde bipartindo-se, correm as cortinas, ou desliza a rotunda.
ANTAGONISTA- Personagem em oposição ou em conflito. O caracter antagonista do universo teatral é um dos princípios essenciais da forma dramática.
ANTI-HERÓI- Personagem principal que não corresponde ás caraxterísticas ou aos valores do herói tradicional.
ANTITEATRO- Termo geral que designa uma dramaturgia e um estilo de jogo dramático que nega todos os princípios da ilusão teatral. O termo aparece nos anos cinquenta , nos começos do teatro do absurdo.
ANTONOMASIA- Figura de estilo que substitui o nome de um personagem por uma perífrase ou por um nome comum que o caracteriza.( O homem da coragem ao vento- D.Quixote)
APARTE- Palavra ou expressão que o actor diz á parte para si, mas de maneira a entender-se no público.
ARGUMENTO- Resumo da história da peça que leva à cena. Pode-se falar igualmente de um argumento de ballet.
ARLEQUINADA – Peça com ou sem palavras que tem o Arlequim por personagem central.
ARQUÉTIPO- Personagem que se assume como modelo mítico do imaginário de um povo Que está acima de um modelo real.
ASAS DO PALCO – Coxias.
ASSONÂNCIA- Repetição do mesmo som, especialmente da vogal acentuada no fim de cada verso (bela e tela.
ATACAR – Prender com um sarilho as ilhargas, de modo a ligá-las totalmente.
ATOCHAR – Pregar o pano de terra ao chão com tachas.
ATTENTE- Atitude de expectativa do público quando actua em antecipação à conclusão e há resolução final dos conflitos.
AUXILIAR DE CAMARIM – Aquela que tem por função ajudar os actores a vestirem a roupa de cena. Também chamada de assistente de camarim.
B
BAIXA – Diz-se da parte do palco mais próxima da boca de cena.
BAMBOLINA – Faixa de pano, geralmente flanela preta, que une na parte superior as pernas dos rompimentos. A bambolina régia é suspensa imediatamente atrás do quadro do proscénio, regulando a altura da boca de cena.
BANDA SONORA – Diz-se do alinhamento de sons apresentados num espectáculo.
BARROCO- Diz-se de um estilo caracterizado pela liberdade de formas e a profusão de ornamentos.
BASTIDORES – Coxias.
BENGALA – Acção ou fala que o actor constrói para se apoiar na interpretação.
BLACK-OUT – Expressão inglesa que designa o escuro total, no palco e na sala.
BOCA DE CENA – A abertura de cena regulada pela bambolina régia na altura e pelos reguladores na largura.
BRANCA – “Ter uma branca”. Lapso de memória de um actor.
BUCHA – Palavra ou frase improvisada, geralmente espirituosa, que o actor insere nas suas falas.
BURLESCO- forma cómica exagerada e de paródia, empregando expressões triviais para travestir personagens e situações heróicas; a epopeia burlesca aparece em França no século XVIII. No seculo XX, o burlesco encontra a sua prefeita expressão em certos filmes cómicos (ex:Charlie Chaplin, Buster Keaton) e nos espectáculos de “music-hall”.
C
CABO DE VARANDA – Aquele que coordena os movimentos de varanda. Actualmente essa coordenação é feita a partir da régie.
CACHET – Palavra francesa que significa literalmente “salário de artista”.
CAIMENTO – Ângulo de inclinação do chão do palco ou da plateia.
CAIXA DO PALCO – Parte do teatro, para trás da boca de cena, compreendendo a teia, o urdimento, as varandas, o palco e o sub-palco.
CAIXA DO PONTO – Espécie de caixa ou cúpula, no centro do chão do proscénio onde o ponto exerce a sua função. Também tem o nome de cúpula do ponto. Nos palcos onde a caixa do ponto não existe, o ponto trabalha entre bastidores.
CAMARIM – Sala que serve de vestiário e onde se preparam e maquilham os actores para irem para cena. Poderá ser improvisado um camarim em bastidores para mudanças rápidas que é chamado camarim de palco.
CANEVAS- Resumo ou “cenário” de uma peça para as improvisações de actores, em particular os da Comedia dell’arte.
CARÁCTER- Traço próprio a uma pessoa que a permite distinguir dos outros. Conjunto de traços físicos, psicológicos e morais de um personagem. Pessoa ou personagem considerada na sua individualidade, originalidade, nas suas qualidades morais. Os caracteres constituem, segundo Ariosto, um dos seis elementos da tragédia, com o canto, elocução(estilo do discurso), a fábula, o pensamento e o espectáculo.
CARDA – Tacha.
CARNAVALISAÇÃO- Transformação espectacular de um evento por um reverso total de situações habituais, do sério para o cómico.
CASTIGO – Erguer um pano ou um telão não só pela vara por onde está suspenso, mas também pela do fundo, com seis cordas, obrigando-o a dobrar ao meio.
CATASTROFE- Da tragédia grega, última das quatro partes da obra, onde o herói recebe a sua punição, geralmente funesta.
CATHARSIS. Efeito de purgação das paixões produzido sobre os espectadores numa representação dramática não distanciada.
CANTO- Do teatro grego, termo para designar o texto poético de coro. No teatro de Brecht aplicava-se também o canto embora com intenção parcialmente diferente.
CENA – São múltiplos os significados desta palavra. Uma é o palco. Estar em cena é estar a representar ou a ensaiar dentro da área de representação. Cena pintada ou construída, é o cenário. Dar e tomar cena é deixar lugar ou ocupar o espaço livre do palco durante a representação. Uma cena é o momento de acção em que “estão em cena” os mesmos actores.
CENÁRIO – Conjunto de elementos que decoram e delimitam o espaço cénico.
CENOGRAFIA – Arte da organização do espaço teatral. Conjunto de elementos (tela pintadas, praticáveis, mobiliário...) que determinam este espaço.
CENÓGRAFO – Aquele que cria, projecta e supervisiona a realização e montagem de todos os espaços necessários à cena, incluindo a programação cronológica dos cenários; determina os materiais necessários; dirige a preparação, a montagem e a desmontagem das diversas unidades do cenário.
CENTRO – Diz-se da parte do palco equidistante das laterais.
CHASSIS – Armação onde se encaixam os filtros de cor dos projectores.
CICLORAMA – Fundo fixo em forma de “U” aberto e que é colocado ao fundo do palco, geralmente de cor neutra (branco, azul-celeste ou cinzento claro).
COMÉDIA- Acção cénica que provoca o riso pela situação das personagens ou pela utilização de trejeitos e dos caracteres, cujo desfecho é feliz.
COMÉDIA MUSICAL- Comédia ou intriga, pouco restrita, que serve de pretexto a uma série de canções e de danças. Um bom exemplo é a comédia musical “Hair” composta em 1967.
COMÉDIA DELL’ARTE- Género de comédia na qual, o “scenário” ou “canevas” servia apenas de regra para a improvisação dos actores. Este género existiu entre os séculos XVI a XVIII ,iniciou-se em Veneza ,em Itália e estendeu-se por toda a Europa.
COMPARSA – Diz-se do actor que desempenha papéis de pouca importância, geralmente sem falas. Actualmente usa-se mais o termo figurante.
COMPRIDA – A corda que suspende da teia cada vara, pela sua ponta mais distante da varanda. A corda que suspende da teia cada vara, pela sua parte mais próxima da varanda chama-se curta.
CONOTAÇÃO- Conjunto de valores subjectivos variáveis de uma palavra.
CONSOLA- Aparelho de controle das luzes e do som
CONTEXTO- Conjunto de circunstâncias que rodeiam a emissão do texto linguístico e/ ou da sua representação, circunstâncias que facilitam ou permitem a sua compreensão.
CONTRAPONTO- Série de linhas temáticas ou de intrigas paralelas que se correspondem num princípio de contraste.
CONTRA-REGRA – Aquele que executa as tarefas de colocação dos objectos de cena e decoração; zela pela sua manutenção, solicitando às equipas técnicas as reparações necessárias; dá os sinais para início e continuação do espectáculo; é encarregado de dar sinais às diversas equipas técnicas para a prevenção e execução de efeitos (luz, som, mecânica de cena, manobras de varanda, entre outros). Também é conhecido pelo termo francês régisseur.
CONVENÇÃO TEATRAL- Conjunto de pressupostos ideológicos e estéticos, explícitos ou não, que permitem ao publico receber correctamente a peça; por exemplo: a Quarta parede do palco, os apartes dos actores , o uso de um coro, o uso de objectos com outras funções; o próprio palco como espaço de ficção.
COREOGRAFIA- termo, vindo do teatro grego que designava a arte de dirigir os coros, utilizada depois no começo do século XVIII , para designar a arte de compor as danças e de regular as figuras e os passos. Hoje em dia utiliza-se este termo para designar a encenação do teatro gestual e mesmo do ballet.
CORIFEU- Chefe do coro, no teatro grego.
CORO- Grupo- ou grupos alternados- encarregados de intervir colectivamente, por meio do canto, da dança e o recitativo, dentro do “quadro” de um ritual ou de um espectáculo. No teatro grego, a intervenção dos coreutas, dirigido por um corifeu, dá-se o nome de “Choreia”.
CORTINA DE FERRO – Cortina de metal que separa o palco da plateia em caso de incêndio. Também se chama pano de ferro.
COSER – Ensarilhar.
COXIAS – Partes do palco, aos lados e fundo de cena, ocultas à visão do público.
CRUZAR – Mudança de posição que obriga a passar inferior ou superior a outra figura.
D
DEIXA – Palavra ou grupo de palavras que marca o fim da fala de um actor, ocasião em que outro actor pode começar a falar, ou que serve como sinal ao pessoal técnico para a prevenção e ou execução de um efeito.
DESENHO DE LUZ – Planta que mostra a disposição de todos os projectores, a sua orientação e a zona que iluminam em cena.
DIAFRAGMA – Dispositivo que permite reduzir ou ampliar o foco de um projector.
DIÁLOGO – Conversa entre dois personagens. Encaixe de palavras trocadas pelas personagens de uma peça de teatro.
DIALOGISMO – caracter dialogado de um texto não teatral (ex: processo verbal de um interrogatório, troca de palavras numa récita, etc)Num sentido largo, o termo designa a estrutura de toda a ficção fundada sobre um conflito entre duas polaridades.
DIDASCAL – Nome dado na Grécia àquele que ensinava uma arte, nomeadamente a arte dramática.
DIDASCÁLIA – Anotação do autor que dá indicações para a execução cénica, para melhor compreensão do texto.
DIEGESE – Imitação de um evento em palavras, que contam uma história sem representação dos personagens.
DIGRESSÃO – Tournée.
DIREITA – Diz-se da parte do palco que fica para o lado direito do espectador, portanto, para o lado esquerdo do actor.
DIRECTOR DE CENA – Aquele que se encarrega da disciplina e andamento do espectáculo durante a representação; estabelece e faz cumprir os horários; elabora as tabelas de serviço de acordo com as indicações dos sectores artístico e técnico.
DISTANCIAÇÃO – Efeito teatral pelo qual o actor ou o encenador tentam evitar a identificação a um personagem ou a uma situação em particular. Efeito obtido por diversos processos de recuo, como “dirigir-se ao público”, a fabula épica, utilização de gestos sociais, as canções, técnicas de luz, etc.
DISTRIBUIÇÃO – Repartição dos papéis.
DITHYRAMBO – Cântico lírico à glória de Dionisios donde nasceu a tragédia.
DOCUDRAMA – (teatro documental) peça que utiliza por texto documentos autênticos sobre determinado evento.
DRAMA – Peça de teatro de assunto sério (meio termo entre a comédia e a tragédia).
DRAMATICIDADE – Caracter do que é dramático; qualidade de um texto, de um espaço ou de um acontecimento que são susceptíveis de se porem em cena.
DRAMATIS PERSONAE – Personagens ou protagonistas cujos nomes figuram no genérico de uma peça.
DRAMATURGIA – Conjunto de processos de análise ao texto teatral e à sua passagem à cena e ao público.
DRAMATURGISTA – Especialista de dramaturgia. Muitas vezes assistente do encenador, está encarregado de diversas questões relativas ao texto (reportório, adaptação de peças, redacção, documentação...). Dizemos geralmente que é um conselheiro dramaturgico.
DRAMATURGO – Autor de um texto dramático.
E
EFEITO DE DESTAQUE- Pôr em primeiro plano um fenómeno fazendo realçar a estrutura artística da mensagem.
ELENCO – Conjunto dos actores de uma companhia ou de uma peça de teatro.
ENGRADAR – Fazer uma armação com sarrafos de madeira em que fica esticado um pano, uma tela ou um papel pintado, vindo a constituir um elemento de cenário rígido e passível de ser transportado e manobrado, chamado engradado.
ENCENAÇÃO – A concepção geral do espectáculo.
ENCENADOR – O que concebe, orienta e dirige toda a encenação.
ENGOLIR – Quando se sobem para a teia as cortinas ou o cenário. Diz-se que são engolidas no urdimento.
ENSAIAR – Levantar, repetir ou apurar uma cena com os actores; acertar os efeitos técnicos com a representação dos actores.
ENSAIO GERAL – Ensaio, geralmente o último antes da estreia, que deverá decorrer como se fosse espectáculo.
ENSARILHAR – Prender com um sarilho duas ilhargas. Também se diz coser.
ÉPICO – Diz-se de uma fábula tirada da vida dos homens, é engrandecida e tratada de tal maneira, nomeadamente por ajustes ideológicos, que é impossível para o espectador de se identificar com o herói ou com a situação.
EPÍLOGO – Discurso recitativo no fim de uma peça.
EPISÓDIOS - Capítulos da tragédia grega entre o prólogo e o êxodo e entre as intervenções cantadas e dançadas do coro.
ESCORA – Pedaço de madeira ou de ferro que se prega ao chão e na armação da ilharga, a fim de mantê-la na posição pré-determinada.
ESCRITA DRAMÁTICA- Estrutura literária que se funda sobre alguns princípios dramaturgicos: separação de papéis, diálogos, tensão dramática, acção dos personagens.
ESCRITA CÉNICA – Maneira de utilizar o aparelho teatral para pôr em cena os personagens, o lugar e a acção que se desenrolam.
ESCURO – Black-out.
ESPAÇO DRAMÁTICO – Construção imaginária, pelo leitor e espectador, da estrutura espacial de um drama.
ESPAÇO CÉNICO – Espaço proposto sobre a “cena” pelo cenógrafo e seus colaboradores.
ESPECTÁCULO – aquilo que se oferece ao olhar (performance ou representação). Um dos seis elementos da tragédia de Aristóteles.
ESQUERDA – Diz-se da parte do palco que fica para o lado esquerdo do espectador, portanto, para o lado direito do actor.
ESTÉTICA – Filosofia do belo. O seu objecto é o bom e a verdade. Estudo que se dedica a definir os critérios de julgamento em matéria de poesia e arte.
ESTREIA – Primeira apresentação de um espectáculo ao público.
ESTROBOSCÓPIO – Equipamento de luz que produz uma sucessão muito rápida de focos de luz muito brilhantes.
ÊXODO – Canto coral de saída.
EXPOSIÇÃO – Informações fornecidas nas primeiras cenas para permitir quea situação evolua e a acção desenvolva.
F
FÁBULA – Conjunto de factos que constituem o elemento narrativo de uma obra. Um dos seis elementos da tragédia ,segundo Aristóteles, com os caracteres, o canto, a elocução, o pensamento e o espectáculo.
FALA – Enunciado com que uma personagem se dirige ou responde a outra. Também chamado réplica.
FARSA – Peça de teatro que visa sobretudo provocar a gargalhada do público, por meio de disparates e duplos sentidos, com personagens tipicamente caricaturais.
FATALIDADE – Força sobrenatural pela qual tudo o que acontece (sobretudo desagradável) é predestinado e determina todos os acontecimentos de uma maneira inevitável. A fatalidade é o motor da tragédia grega.
FICÇÃO – Forma do discurso que faz referencia a um universo conhecido. Mas através de pessoas e eventos imaginários.
FIGURA – O corpo do actor.
FIGURAÇÃO – O conjunto dos figurantes de um espectáculo; o trabalho realizado por eles em cena.
FIGURANTE – Actor ou actriz cuja participação num espectáculo consiste exclusivamente em fazer número, preenchendo cenas de conjunto.
FIGURINISTA – Aquele que cria e projecta os trajes (figurinos) e complementos usados em cena pelos actores e figurantes, indicando os materiais a serem usados na sua confecção, acompanha e supervisiona a sua execução.
FOCALIZAÇÃO – Acção de pôr em evidência, de fazer convergir num determinado ponto.
FORA DO TEXTO – Termo para designar o contexto e intertexto.
FOSSO DE ORQUESTRA – O espaço rebaixado entre a plateia e o palco, onde se instala a orquestra.
FUNDINHO – Engradado que tapa a abertura de uma porta ou janela.
FRESNELLE – Projector cujo poder de iluminar é aumentado por uma lente graduada.
G
GRADE – Armação da ilharga. Também chamada caixilho.
GUIÃO – Registo escrito do espectáculo contendo o texto principal e as indicações técnicas a serem executadas por todos os sectores técnicos.
GROTESCO – Cómico caricatural, de tipo bizarro, burlesco ou fantástico, por vezes absurdo ou irreal.
H
HAPPENING – Espectáculo que exige a participação ou prevê uma reacção do público, e que procura provocar uma criação artística espontânea, eventualmente colectiva.
HERÓI – Tipo de personagem dotado de poderes fora de comum e que pode “levantar-se” a favor ou contra a Cidade (Grécia). Personagem principal de uma obra.
I
ÍCON – Sinal visual que sugere um determinado objecto em virtude do carácter e qualidades que ele possui.
IDENTIFICAÇÃO – Trabalho do actor e do espectador para adoptar as atitudes e os sentimentos de um personagem num dado contexto teatral.
IGNIFUGAR – Pintar o cenário e os objectos de cena com uma solução à prova de fogo. Também se dá um banho com esta solução nas cortinas de cena.
ILHARGA – Elemento cenográfico constituído por um pano, tela ou papel pintado que se prega sobre uma armação de sarrafos (engradado).
ILUSÃO – Fenómeno que faz que tomemos a ficção por real e verdadeira.
IMPLANTAÇÃO DE CENA – Marcação no chão do palco, geralmente com fita ou giz, da disposição dos elementos e limites do cenário, segundo as medidas reais, de modo a que, mesmo antes da construção, os actores possam ensaiar prevendo a existência desses elementos.
IMPOSTAÇÃO DE VOZ – Técnica segundo a qual se aperfeiçoa a emissão da voz, eliminando as vacilações, projectando-a adequadamente e colocando-a na sua tessitura natural. Também chamada colocação de voz.
INFERIOR – Em posição descida em relação a algo ou a alguém, isto é, numa posição que seja próxima da boca de cena ou num movimento que cruze pela frente de qualquer coisa.
INGÉNUA – Actriz que representa, nas comédias, papéis de jovem inocente.
INSPIRAÇÃO – Teoria platónica segundo a qual, no momento da criação, o pensamento de um poeta, é trocado por um estado perto da demência que faz o actor parecer um Deus.
INTERTEXTO – Conjunto de fragmentos citados num dado corpus;
Relação de ordem textual resultante de estar em presença de dois ou mais discursos de arte ou de escrita.
INTERTEXTUALIDADE – Fenómeno segundo o qual um texto parece situar-se na junção de diversos discursos.
INTERPRETAÇÃO – Acto ou efeito de interpretar.
INTERPRETAR –Trabalho do actor. Dar vida aos personagens criados pelo autor, segundo a sua perspectiva pessoal em consonância com a do encenador.
INTRIGA – Conjunto de acontecimentos que constituem o “motor” da peça. Série de entracelamento de conflitos ou de obstáculos postos numa obra com vista a serem ultrapassados.
IODINE – Tipo de projector de luz geral, sem lente.
J
JOGO – Em teatro, o termo designa tanto uma forma de representação medieval como unidade disciplinar no ensino das artes de cena( jogo dramático) , e ainda as modalidades de interpretação de um actor (jogo realista, jogo distanciado, etc.).
K
KABUKI – Forma tradicional do teatro japonês, exclusivamente masculino, caracterizado pela violência das intrigas e a sumptuosidade do guarda-roupa e maquilhagens. A gestualidade ,que exprime muitas vezes os sentimentos humanos pela dança, sobrepõem-se geralmente sobre o texto inaudível de histórias bem conhecidas.
L
LAZZI – Elemento mímico ou improvisação do actor que serve para caracterizar comicamente um personagem.
LEITURA – No teatro: Decifração e interpretação dos diferentes sistemas cénicos que se oferecem à percepção do leitor(texto dramático) ou espectador (texto cénico). A leitura pode ser horizontal ou vertical. Ler um texto, é estabelecer os laços entre as variáveis produtoras de sentido e importar os elementos imperativos susceptíveis de tecer um texto dentro de um texto.
LEVANTAR – O mesmo que marcar.
LITERALIDADE – Caracter de um texto considerado como obra literária.
LUMINOTÉCNICO – Aquele que trabalha com equipamento de iluminação.
M
MALAGUETA – Pequena barra de madeira, que se prende ao travessão da varanda e à qual se amarram as cordas de manobras.
MANOBRA – Conjunto de cordas que movimentam um cenário ou telão, compreendendo a comprida que fica à direita, a do meio que fica no centro e a curta que fica à esquerda. Também se chama manobra a uma mutação.
MAQUETE – Palavra de origem francesa que designa um modelo do cenário em miniatura.
MAQUINISTA – Aquele que monta o cenário, faz as mutações e manobras de varanda.
MARCAÇÃO – Indicação dada pelo encenador aos actores que inclui os seus movimentos em cena.
MÁSCARAS DE TEATRO – Emblema universal do teatro constituído por uma máscara alegre e outra triste.
MATINÉE – Palavra francesa que designa o espectáculo apresentado ao público durante o dia.
MELODRAMA – Peça de teatro em que as partes dialogadas são intercaladas com partes musicais, cheia de situações sentimentais, mas vazia de conteúdo.
MESTRA DE GUARDA-ROUPA – Aquela que é responsável pela execução / confecção dos figurinos, seguindo as instruções do figurinista.
MIMICA – Num primeiro sentido, imitação directa de uma acção, contando uma história por gestos. Hoje em dia a Mímica distingue-se da pantomima essencialmente por se libertar, como a dança, de grandes figurações e de referencias para se especializar na criação de formas novas, por vezes abstractas.
MIMODRAMA – Acção dramática representada em pantomima ou linguagem corporal.
MISTÉRIO – Acção cénica de ordem religiosa- egípcia, grega, medieval – e principalmente dedicada à vida dos deuses na terra.
MONODRAMA – Drama cujos personagens são apresentados do ponto de vista de um só.
MONÓLOGO – Cena falada apenas por um personagem; discurso aparentemente dirigido a ele mesmo, ou a um auditório do qual não se espera resposta. Na análise do discurso teatral, é considerado como uma variedade do diálogo.
MONTAGEM – Diz-se de uma colagem de textos e por vezes da encenação; ou realização material da encenação.
MOTIVO – Imagem visual ou sonora, modulada ou repetida, que faz parte de um tema. Unidade indissociável da intriga, que constitui uma unidade autónoma da acção.
MUSICA DE CENA - Contribuição musical de um texto cénico, que anuncia ou sublinha uma emoção, ou para acompanhar uma acção ou um texto, ou mesmo substituir completamente um texto dramático.
MUTAÇÃO – Transformação parcial ou total do cenário, no desenrolar de uma cena, ou no final de um quadro ou de um acto. Pode ser realizada no escuro ou à vista do espectador.
N
NATURALISMO – Representação realista de Natureza ou do natural.
NÔ – Drama lírico japonês(mimado, cantado e dançado, com coros e instrumentos), executado no teatro, com guarda-roupa e máscaras, sem cenário. Compreende secções de prosa (kotoba) e de poesia (utai). Inspira-se geralmente em lendas e contos antigos do Japão, onde os seus actores são o shité e o waki, o segundo é uma espécie de duplo do primeiro.
O
OBJECTIVO E SUPEROBJECTIVO – Motivações que, segundo C. Stanislavski, estruturam a estratégia global de um personagem.
ÓPERA – Drama lírico, inteiramente cantado, realizado num Teatro com cenários e guarda-roupa.
ÓPERETA – Comédia lírica, constituída de cantos e diálogos ou pantomimas alternadas com cenários e guarda-roupa.
P
PANELÃO – Tipo de reflector aberto, que espalha luz em todas as direcções. Geralmente é colocado no chão e oculto por algum elemento do cenário.
PANO DE BOCA – Cortina que fecha a cena e a encobre da vista do público.
PANO DE CHÃO – Pano grosso que se estende sobre o chão do palco, a fim de o tornar homogéneo e de acordo com o cenário, também chamado pano de terra quando imita a mesma.
PAPEL – Cada uma das partes do texto e da acção de uma peça de teatro atribuída a um actor. Como antigamente a reprodução gráfica dos textos era cara e difícil, copiavam-se em papéis separados as partes a serem distribuídas a cada actor, daí o seu nome.
PARADA – Forma de intervenção teatral que se faz à porta das salas de espectáculo, para angariar publico.
PARATEATRO – diz-se das formas paralelas do teatro.
PARTE – Papel.
PEÇA DE TEATRO – Texto escrito para ser encenado, representado.
PARÓDIA – Peça ou fragmento dela do género burlesco que se transveste uma obra maior.
PATÉTICO – Modo de recepção de um espectáculo que provoca a compaixão.
PATHOS – Emoção ou paixão, amplificada ou simulada, susceptível, por técnicas específicas do teatro, de suscitar ou manipular no publico sentimentos naturais de piedade ou de terror, com vista a provocar a catharsis.
PERFORMANCE – Expressão artística de unidade variável que consiste em produzir determinados eventos por meio de gestos e acções sem contar qualquer história .
PERNA – Fraldão de pouca largura que é suspenso na mesma vara de uma bambolina e que delimita a parte lateral do palco.
PERTENCES – Adereços do actor.
PLANO – Cada um dos segmentos em que se imagina dividida a área do palco, para melhor determinar as posições e movimentos dos actores. Os planos são denominados: Esquerda alta, centro alto, direita alta, esquerda média, centro, direita média, esquerda baixa, centro baixo, direita baixa.
PONTA – Papel pouco extenso num espectáculo. Tem também o nome de rábula.
PONTE – Na caixa do palco, passagem que liga uma varanda a outra, e que serve para diversos fins, entre eles a instalação de projectores.
PONTO – Aquele que auxilia os actores a decorar os textos durante os ensaios e lhes sopra alguma fala num lapso de memória que possam ter durante as representações.
Cabe-lhe também escrever na peça do ponto todas as indicações e marcações dadas pelo encenador, bem como assinalar as deixas para execução de efeitos ou manobras.
PORTA DA CAIXA – Entrada dos artistas. Dá-se este nome por ser a entrada que dá acesso à caixa do palco.
PRATICÁVEL – Qualifica todo o espaço em que o actor pode representar; todo o estrado ou plataforma do espaço cénico que permite sustentar a passagem ou paragem de um ou vários actores.
PRAXIS – Acção dos personagens, acção que se manifesta na cadeia de acontecimentos ou fábula.
PROJECTOR – Aparelho eléctrico munido de um reflector, de uma lâmpada e de um jogo de lentes, destinado a projectar sobre a cena um foco de luz.
PROJECTOR DE SEGUIR – Projector de grande potência, manobrado manualmente para acompanhar a movimentação dos actores.
PRÓLOGO – Parte da peça que nos gregos precede a entrada do coro.
PROSCENIUM – Parte anterior do palco.
PROTAGONISTA – Actor que interpreta o papel de maior relevo numa peça.
PSICODRAMA – Técnica de investigação psicológica que procura analisar os conflitos interiores em fazendo jogar um quadro improvisado a partir de quaisquer dados.
Q
QUADRO – Divisão de um texto dramático ou cénico, fundado sobre uma mudança do espaço ou do espaço-tempo. Constitui uma alternativa à cena ou ao acto. Bertolt Brecht revalorizou es tipo de divisão.
QUARTELADA – Divisão do chão do palco que é construída com tábuas móveis.
QUARTO MURO – No teatro naturalista: muro imaginário que separa a cena da sala.
QUIPROQUO – Situação de engano que faz prender um personagem – ou uma coisa – a outra.
R
RÁBULA – Ponta.
REALISMO – Concepção da arte e da literatura, segundo a qual não se deve procurar idealizar o real ou mesmo depurá-lo.
RÉCITA – Fábula. Discurso de um personagem narrando um acontecimento que se produz fora de cena.
RECITATIVO – Na Ópera ou na cantata, parte declamada – não cantada - cujo ritmo e métrica difere do canto ou da música que a precedem ou a seguem.
REFLECTOR – Espelho côncavo colocado nos projectores por trás da lâmpada e que aumenta a intensidade do foco de luz.
RÉGIE – Termo francês que designa o local de onde é feita a coordenação de todo o espectáculo, pelo régisseur.
RÉGIES DE LUZ E SOM – Locais de onde são operados os efeitos de luz e som.
REGULADOR – Elemento que delimita lateralmente a área do palco e é geralmente constituído por engradados de madeira, forrados com flanela preta.
REPERTÓRIO – Conjunto de peças que fazem parte da programação de uma companhia teatral.
RÉPLICA – Fala.
REPÔR – Apresentar novamente um espectáculo que já esteve em cena.
REPREGO – Pequena ilharga independente.
REPRESENTAÇÃO – Cada uma das vezes que um espectáculo é apresentado ao público.
REPRESENTAR – Interpretar.
REVISTA – Espectáculo teatral em que os actores se dividem em quadros mais ou menos independentes, ainda que ligados por um tema comum, geralmente com forte crítica social.
RETÓRICA –Termo empregado para designar a arte de persuadir, a lista de figuras de estilo e de juízos de escola num discurso artístico e literário.
RIBALTA – Fileira de luzes ligadas em série ao nível do chão do palco, invisível para o público e colocada na boca de cena.
ROMPER – Quando uma parte da caixa do palco se encontra visível da plateia e não é suposto estar.
ROMPIMENTO – Elemento delimitador da cena, composto de dois reguladores, ou duas pernas que se ligam no alto por uma bambolina, formando um arco. Os rompimentos são numerados de baixo para cima, isto é, dos mais próximos para os mais distantes da boca de cena.
ROTEIRO DE LUZ – Lista contendo, por ordem, as deixas que determinam a execução do efeito de luz.
ROTUNDA – Pano de fundo, geralmente em veludo ou flanela preta, que circunscreve toda a cena.
S
SARILHO – Corda presa por uma ponta ao alto de uma ilharga e que, passando em “S” por uma série de pregos meio espetados nela e noutra, serve para as ligar, atando-se em baixo.
SÁTIRA – Género teatral de origem grega; Discurso que ataca alguém ou qualquer coisa, gozando isso.
SIGNO – A mais pequena unidade de sentido, proveniente da combinação de um significado e significante.
SIMBOLISMO – Movimento artístico e literário que, em reacção ao Naturalismo, se esforça de fundar a arte sobre uma visão espiritual do mundo, traduzida por meios de expressão metafóricos ou poéticos.
SITUAÇÃO DRAMÁTICA – Conjunto de dados textuais e cénicos cujo conhecimento é indispensável para a compreensão do texto e da acção.
SOCIODRAMA – Técnica inspirada da criação colectiva teatral e empregada na terapia de grupo.
SOLILÓQUIO – Discurso de um pessoa que fala para si mesma; monólogo interior. Discurso de uma pessoa que, em companhia, está apenas a falar para si mesma.
SONG – Intervenção coral, no teatro brechtiano.SONOPLASTA – Aquele que compõe a sonoplastia.
SONOPLASTIA – Reconstituição artificial dos sons que acompanham um espectáculo.
SUBLIME – Categoria estética que designa um sentimento que faz “sair” aquele que experimenta os limites habituais da sua percepção do belo, para o conduzir em direcção à grandiosidade ou ao horror.
SUBTEXTO – Aquilo que não se diz explicitamente no texto dramático, mas que ressalta da interpretação do actor.
SUB-PALCO – Piso por baixo do palco.
SUPERIOR – Em posição subida relativamente a algo ou alguém. Ou seja, numa posição próxima do fundo ou num movimento que cruza por trás de qualquer coisa.
SUSPENSE – Momento ou passagem que faz nascer um grande sentimento de angústia ou de dúvida; caracter daquilo que é susceptível de provocar este sentimento.
T
TÁBUAS – Nome que se dá ao chão do palco.
TACHA – Prego curto e de cabeça grossa achatada, apropriado para prender as telas dos cenários aos sarrafos. Também se chama carda.
TEATRALIDADE – Caracter do que é teatral; pela qual um escrito, um espaço ou um evento se definissem como configuração de elementos estilísticos e de valores diferenciados (guarda-roupa, personagens, adereços, etc...), regras, implicitamente ou explicitamente, por leis do sistema teatral. Pode-se falar da teatralidade de um evento judiciário, de um lugar sagrado, de uma máscara primitiva...
TEIA – Gradeamento de madeira ou metal, dividido em carreiras transversais, que sustentam o urdimento.
TELÃO – Em sentido geral, qualquer pedaço de tela, geralmente pintada, que constitui total ou parcialmente o fundo de um cenário.
TESSITURA – Intervalo entre o som mais grave e o mais agudo capaz de ser produzido pela voz.
TEXTO DRAMÁTICO – Escrito onde a teatralidade é explicitamente inscrita.
TEXTO CÉNICO – Produto da encenação, que foi produzido ou não por um texto dramático.
TRAGÉDIA – Acção cénica cujas peripécias são dirigidas por uma fatalidade e cujo desfecho é sempre funesto.
TOURNÉE – Palavra francesa que designa a digressão de uma companhia teatral, levando um ou mais espectáculos a um ou mais locais diferentes.
TRAGÉDIA – Peça de teatro que se caracteriza por um final trágico, a capitulação ou a morte.
TRUQUE – Efeito surpresa que se produz em cena por meio de equipamentos especiais, mecanismos, mutações, etc.
U
UNIDADE DE ACÇÃO – caracter de uma peça do qual a matéria narrativa se organiza á volta de uma fábula principal á qual as intrigas anexas são logicamente ligadas.
UNIDADE DE LUGAR – Carácter de uma peça segundo a qual se organiza à volta de um e mesmo espaço.
UNIDADE DE TEMPO - Carácter de uma peça cuja acção se organiza no mesmo tempo de acção.
URDIMENTO – O conjunto de cordas, panos, telões, etc. que, suspenso da teia, não está à vista do público. Zona do palco entre a boca de cena e a teia.
V
VARA – Barra de metal ou madeira, suspensa da teia por cordas móveis ou cabos de aço, de modo a permitir regular a altura para a montagem de luz, ou movimentos de cortinas ou telões.
VARANDA – Plataforma situada a meio da altura do urdimento de onde se fazem as manobras.
VARIEDADES – Espectáculo que apresenta diversas atracções (canções, danças ,etc...).
VEROSIMILHANÇA - Carácter pela qual as acções, os personagens e os ligares representados são percepcionados pelo publico com uma imitação da realidade e não como uma realidade verdadeira ou sobrenatural.
Z
ZELADORA DE GUARDA-ROUPA – Aquela que é responsável pela conservação dos figurinos, quer na sua limpeza regular, quer nos respectivos cuidados de armazenamento findo o período de utilização dos mesmos; também organiza a embalagem dos figurinos em caso de tournée.
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Fonte: Teatro Nacional D. Maria II e o Glossário Breve de Teatro, a partir de André G. Bourassa




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